Solidão

Eu queria escrever sobre ela, como amiga e inimiga , como motivo dos grandes mergulhos que dei dentro de mim mesma, queria escrever o mar de lágrimas que ela me viu encher. Queria falar dos sorrisos e até gargalhadas, daquela eterna piada , que você não ia entender. Da paz encontrada quando dela me aproximei.
Ela é o oposto do que falam , parece mulher com fama ruim. Se você não a conhece, vai acreditar mesmo assim.
Pois a chamei pra uma conversa, ali no botequim.
Falei da minha fé no ser humano e como eles iam afastá-la de mim.
Ela pediu mais dose . Tomou.
Segurou meu rosto entre as mãos e olhou bem no fundo dos meus olhos. Algo eu teria que ouvir. Respirei fundo, ela ia falar . A verdade que eu já sabia , que não tem nem como discutir. O ser humano é traiçoeiro, nele não posso confiar. Com um sorriso no rosto, pelas costas me humilhar. De humilhação sei o que bastante. É coisa de gente fraca, que precisa de um palanque. Eu respirei fundo mais uma vez, diga me então, quero descobrir . E numa frase ela falou , tudo que eu precisava ouvir .
Aqui você chega sozinha e sozinha há de partir.