O que te mata


Escrever as vezes. É a respiração da alma, mas as vezes a alma precisa  mais que isso.
As vezes a alma está tão livre
Tão longe desse lugar pequeno e banal. 
As vezes a alma é tão grande. 
Voa alto. Assusta.
Tentar olhar para ela é olhar para o sol. 
O brilho te cega. 
Se você não está firme você balança, quase caí. 
Perde a noção do que estava fazendo.
Não se preocupe vai , segura minha mão. 
Logo você encontra o caminho. 
Seus olhos voltam ao dia a dia , do mesmo bom dia. 
Logo  todo mundo se ajusta ao básico de sempre. Tanta gente. Tanta coisa. Tanto nada. 
Que só percebes na madrugada quando , a alma quer mais. Nos teus sonhos surreais. 
A minha é sempre assim , vive fora de mim. 
Sedenta. Sem regras , sem tempo para coisas sazonais.
Ela quer cada gota de vida  
Ela quer fazer tudo.  
Sem perder nada. 
Sem avisar 
Arriscar 

Sem medos

Ver a morte 
na sua saliva e
  

MERGULHAR

Pandemia. 
E daí ?
O que me mata. 
Está bem aqui.