As vinte uma e quinze irei te adoçar, do pêssego a rosa roubou a cor e foi se banhar, ladra ela chamou o doce e o melado para brincar.
Não foi dia qualquer que ela e seis amigas escolheram, mas a sexta feira para se juntar.
Quando doe, a mãe avisa para não desesperar, ela diz
"Sabes da vida e que nela nem tudo que pedes terá,
és descuidada e destemida, enquanto planeja,
A resposta não esta em um ser, nem em dois, ou três, sei lá, está naquele momento que a sede impiedosa vem clamar
Sede boa, vem com força, vem curar
Aquilo que não te mata , com certeza te fortalecerá
Então vem com seus olhos de mel a minha sede saciar.
Sede boa, não vem a toa, vem para o mal espantar
Somente fica aqui comigo , vem depressa vem para cá , deixa eles para lá
Um momento se torna dez , na historia esta marcado e jamais esquecerão, lá fora o mundo em festa e aqui, a ansia e ansiedade do teu corpo ao meu lado segurando minha mão, suado, molhado, lavado de corpo e alma, o lençol amassado , enxaguado nas aguas purificar.
Ficamos eu e voce, na madrugada, entrelaçados a gargalhar.
Nada pode garantir que a dor não irá chegar
e com muita sutileza para ela eu digo assim - chega, senta aqui, a mesa é para voce e para mim,
amigas de tanto tempo, não me incomoda, nem um pouquin
Agora, pronto e resolvido é sua vez de se aconchegar
vem ficar aqui comigo, vem depressa vem ...
Dor, prazer, sorriso, olhos , mãos, pele , cheiros, loucos, sãos e devaneios,
tudo desaparecerá,
seus olhos de mel, seus cachos tão lindos, sua mão que cura, sua crença em tudo e nada, só na minha memoria ficará, com o gosto de respeito, carinho e um peito para deitar.
Lembra que a vida é passageira e se aguentou a dor inteira, nada irá desesperar
O incerto sempre existe, menos no beijo que a morte dá.
